A carteira de crédito para capital de giro em Pernambuco alcançou R$ 14,58 bilhões em junho de 2025, ante R$ 13,25 bilhões no mesmo período do ano anterior, um aumento de 10%, segundo dados mais recentes do Banco Central.
O avanço acompanha a expansão da atividade econômica e o aumento da demanda por crédito empresarial. Para Ana Paula Medeiros, coordenadora do Ciclo de Crédito na Central Sicredi Nordeste, o crescimento está diretamente ligado ao aquecimento da economia. “Com a atividade econômica mais forte, as empresas ampliam produção, estoques e vendas, o que aumenta a necessidade de recursos para financiar o ciclo operacional”, afirma.
Segundo ela, outro fator relevante é o aumento da procura por crédito entre micro, pequenas e médias empresas, segmento que concentra maior uso de capital de giro. Ana Paula explica que empresas de menor porte dependem mais de financiamento para sustentar operações correntes, como compra de insumos, pagamento de fornecedores e gestão de caixa.
Dados internos do Sicredi em Pernambuco refletem esse movimento. A instituição financeira cooperativa registrou carteira de crédito total de R$ 178,4 milhões em dezembro de 2025, com evolução de 27% no período, indicando expansão consistente das operações voltadas ao financiamento empresarial no estado.
“O crescimento do capital de giro está quase sempre associado ao aumento das concessões destinadas à liquidez operacional das empresas. Nos últimos anos, parte relevante da expansão do crédito corporativo tem sido direcionada à recomposição de caixa, antecipação de recebíveis e financiamento do ciclo financeiro”, complementa a especialista.
Dentro do sistema financeiro, o capital de giro ocupa posição central entre as modalidades de crédito empresarial. Por ser uma operação de curto prazo e alta rotatividade, costuma responder mais rapidamente às mudanças na atividade econômica. A ampliação do volume de recursos destinados às empresas tende a impulsionar especialmente as linhas de curto prazo, que financiam necessidades imediatas de caixa.
Esse movimento ocorre em paralelo ao aumento do número de empresas tomadoras e ao maior uso do crédito como instrumento de gestão financeira. “Mudanças estruturais no financiamento empresarial também contribuem para o avanço da modalidade. Parte das empresas tem substituído recursos próprios por crédito operacional para manter a liquidez, sobretudo em cenários de maior necessidade de caixa”, conclui a coordenadora do Ciclo de Crédito na Central Sicredi Nordeste.






























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